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Lockdown, e agora? O futuro do comércio com o fechamento das lojas.

Publicado em: 12/03/2021 16:13 | Atualizado em: 14/05/2021 14:47

Lockdown para comércio de materiais para construção

 

Lockdown, e agora? O futuro do comércio com o fechamento das lojas.

 

O lockdown tem sido uma saída recorrente dos governantes para reduzir a curva crescente de infecções por coronavírus. Esse cenário de restrição de atividades comerciais, têm deixado os lojistas de construção civil em uma situação bem difícil, devido à falta de recursos para manter as despesas básicas dos estabelecimentos.

 

Diante do quadro atual, alguns comerciantes olham o que está acontecendo e parecem não encontrar soluções!

Mas a verdade é que mesmo com esses acontecimentos, é possível usar estratégias de sucesso para enfrentar a situação. Aliás, já existem ações em andamento e com bons resultados sendo exploradas pelos lojistas.

 

Leia até o final para entender o cenário atual e descobrir quais são as tendências de mercado para o comércio varejista.

 

A situação da pandemia no Brasil

 

O isolamento social já ficou comprovado como estratégia mais eficaz para conter o rápido avanço do vírus entre a população. Por isso que os governantes optam pela medida, sempre que novas ondas surgem. Inclusive, foi assim que a cidade de Araraquara superou o colapso no sistema de saúde.

 

Pelo que os números indicam, a medida extrema de lockdown pode durar mais, caso não diminuam. Atualmente, o número de casos confirmados no mundo já chega a 117.799.584 , sendo que no Brasil esse número é  11.277.717, sendo 272.889 mortos, segundo dados do Ministério da Saúde.

 

Situação epidemiológica no Brasil

 

Esses dados se agravam um pouco mais quando vistos de perto, em cada Estado ou cidade. Em São Paulo, por exemplo, já são 2.164.066 de casos confirmados e 63.010 mortes, sendo que 53 municípios estão com 100% na taxa de ocupação.

 

O agravamento da pandemia é tão crítico que o governo paulista decretou fase emergencial e excluiu serviços da lista de essenciais, decretando também toque de recolher das 20h às 5h durante os 15 dias de restrição de atividades econômicas.

 

Principais alterações emergenciais

Fonte: Novas regras da fase emergencial no estado de SP — Foto: Reprodução/Governo de SP

 

Você pode se sentir desanimado(a) com esse relato tão crítico, mas em meio a tudo isso, existem pontos positivos. Sim, eles também são reais e podem ajudar os lojistas a manter as vendas.

 

Os impactos do fechamento do comércio e as novas estratégias de vendas

 

É verdade que o impacto negativo causado pela covid-19 tanto na saúde quanto na economia, gerou mortes, fechamento de empresas, baixo desempenho escolar, desemprego etc. Por outro lado, também são verdadeiros os resultados positivos que tudo isso gerou, a exemplo dos quase 10 milhões de casos recuperados e dos novos negócios que surgiram ou até mesmo cresceram nessa época.

 

Os impactos causados pela pandemia foram muitos, mas podemos resumir as mudanças em alguns tópicos:

 

  • maior cuidado com a saúde física e higiene pessoal;
  • migração ou adaptação de negócios ao mundo digital;
  • mudança no comportamento de compra do consumidor;
  • alta taxa de desemprego e fechamento de empresas;
  • crescimento das vendas no ambiente digital;
  • mais valorização e cuidado com a saúde mental;

 

Ao mesmo tempo em que a crise pelo novo coronavírus estabelecia o medo e insegurança, novos hábitos de consumo foram sendo criados como forma de adaptação ao novo cenário. Com isso, alguns setores da economia alavancaram, ao invés de cair.

 

O Sebrae realizou uma pesquisa sobre o cenário do comércio logo no início da crise pela covid-19, com uma amostra total de 6.080 respondentes no Brasil, sendo a maioria do setor de comércio e serviços e 33,3% do total alocadas na cidade de São Paulo. O panorama revelou que:

 

Gráfico Sebrae - Pesquisa

 

Esses gráficos não apenas confirmam o que muitos sabiam sobre a realidade dos comerciantes, como também sinalizam a nova tendência no mercado: comércio eletrônico. Somente no período de fevereiro a maio do ano passado, o setor cresceu 71% e gerou R$ 27,3 bilhões, segundo dados do E-commerce Brasil.

 

Como você notou no gráfico do Sebrae, diante da pandemia, 41,9% dos entrevistados realizaram a migração das vendas para o ambiente online ou criaram um sistema de entrega (que também é mediado pela tecnologia).

 

Realmente, não tem como negar: as vendas pela Internet chegaram para ficar e quem não se adaptar pode ficar para trás.

 

Mas será que todos precisam ter uma loja virtual ou site para começar a vender online?

Claro que isso ajuda, mas não é pré-requisito para fazer vendas pela Internet.

 

Segundo pesquisa da Social Miner, no ranking dos canais de compra mais utilizados pelos consumidores brasileiros, aparecem:

 

1º - Sites (72%)

2º - Aplicativos de compras (62%)

3º - WhatsApp da Loja (40%)

4º - Instagram (28%)

5º - Facebook (26%)

 

Portanto, há diversos canais que podem ser explorados como estratégia de vendas do seus produtos.

 

Talvez você também esteja pensando: “Ah, isso é coisa da pandemia! Depois todos voltarão a comprar mais em loja física”.

 

O que podemos garantir sobre isso é que nunca mais a experiência do cliente será 100% pelo atendimento presencial. Para comprovar isso, observe esses gráficos da pesquisa realizada pela Social Miner durante a pandemia, que mostra as razões indicadas pelos clientes em cada tipo de venda:

 

Gráfico Razões para comprar apenas online

Razões para comprar online

Fonte: Jornada Omnichannel e o futuro do varejo, Social Miner

 

Gráfico Razões para comprar apenas em loja física

Apenas em loja física

Fonte: Jornada Omnichannel e o futuro do varejo, Social Miner

 

Para encerrar esse momento estatística, observe o que a mesma pesquisa revelou sobre o tipo de consumo:

Nova forma de consumo

resultados, apareceram as seguintes indicações:

  • Boas ofertas e promoções
  • Frete grátis ou mais barato
  • Variedade de produtos
  • Prazo de entrega aceitável
  • Preço justo

Depois desse panorama, podemos listar as estratégias que têm sido mais usadas para superação ao fechamento do comércio. São elas:

  1. - Criação de diferentes canais de atendimento ao cliente: além do tradicional telefone, utilize meios como o WhatsApp e rede social para falar com o cliente.
  2. - Uso da tecnologia para venda dos produtos: ferramentas como rede social e WhatsApp business também servem para divulgar os produtos e promover mais vendas.
  3. - Campanhas promocionais e ofertas atrativas: avalie o seu mix de produtos e encontre os setores ou produtos que pode ofertar por um preço mais barato. Escolha as áreas com maior volume de vendas e faça uma promoção pelo WhatsApp ou rede social.
  4. - Frete grátis ou descontos em frete: como o delivery é uma modalidade sempre ativa, com ou sem os decretos comerciais, explore essa vantagem oferecendo descontos no frete para determinadas regiões ou a gratuidade na entrega para algumas faixas de preço na compra.
  5. Para aproveitar a tendência do comércio eletrônico não é preciso muito investimento. É possível aplicar hoje essas estratégias e já driblar os impactos negativos causados pela pandemia.

 

Diante do lockdown, essas são as melhores ações para manter o negócio vivo. Isso é ainda mais fácil ao setor de materiais de construção, pois o segmento é um serviço essencial e, portanto, não pode parar de funcionar.

 

Até mesmo em casos mais extremos, a loja vai poder atender através de um canal de atendimento como o WhatsApp, por exemplo, e se adaptar ao delivery para fazer as entregas.

 

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